- Era um dia especial, um daqueles que faziam todos os problemas serem esquecidos.
Eu era apenas uma criança infeliz, que havia encontrado a minha felicidade; - Eu ganhei um cachorrinho, marrom, que sem muita criatividade "herdei" de o chamar de "estrela". Não fui muito criativo, imitando o nome e mãe o apelidou de bolacha, disse que não, seria "estrela", mas assim o ficou; "bolacha". Nós o amamos e o tivemos como amor ao membro da família. Era o pouco do que podíamos sonhar do nada que tínhamos por pouco, pro tanto que tínhamos de nós mesmos do tanto que não tínhamos do que sonhávamos.
Era um amigo que eu tinha, das pessoas que não me tinham como querido, da continuidade que minha vida precisava. Cruel lembrar disso, mas era isso.
Era um lugar pobre e humilde, onde a natureza fázia do fato de ser dos mais ricos, do ego, e dos mais ricos de seus poderes, os mais poderosos a presença.
Depois que fomos pra lá, minha mãe tinha se tornado uma pessoa muito confusa, mais realizando seus sonhos, naquele tempo em que tudo mudava muito rápido, mas era tudo que ela queria.
Eu acho que na verdade, tudo mudou depois que eu matei o gato por uma ironia quando saímos de São lourenço, antes de chegar lá, a minha cidade natal. - Calma que já vão entender!
- Que entreguei aos cães que era vizinhos de frente de onde morávamos, uma casa linda, grande e reluzente a minha vida. Por medo de o deixar sózinho na rua para que pudesse não ser atropelado. Na intenção que cuidassem dele. - Eles eram muito bravos, e sempre tinha a visão de que fossem inteligentes, apesar da fúria, quando por ali passava. Não queria que pensassem assim acho. - Mesmo assim eles o trucidaram! :-o
Tomei um susto! Que temo até hoje. Nunca me esqueço da cena!
Ainda tive o débil discernimento de me desfazer do corpo, que escapuliu ainda inteiro por debaixo do portão da garagem ao lado do muro, jogando-o no formigueiro enorme que tinha no vizinho em frente, ao lado de minha casa. Típico de uma cena de um ambiente magico a minha vida e vizinhança.
Eu tinha apenas cinco anos, e pensar que foi idêia de minha mãe que me livrasse dele, pois não queria nenhum gato doente que poderia nos trazer doenças em casa. A casa era enorme! - Esta estória esta mal contada.
Não era bem o que ela pensava que eu poderia ter feito. Não me lembro se contei ou não.
Na escola não foi diferente, estudava no colégio de freiras e participava de todas as atividades da cidade, era mágico, e me divertia muito com tudo que aprendia,
Certa vez me incluíram no teatrinho da escola, fiquei muito animado, menos quando fiquei sabendo qual seria o meu papel. Vestir uma fantasia de "burro""!!! Não gostei muito, reclamei, mas obedeci a minha mãe. Até ai não foi a pior parte: ouve o teatro, onde me senti apenas um pouco acuado, mas quando veio o seguinte; que era fazer o desfile do dia especial que tínhamos na cidade (não me lembro o que era). O sol era quente, e o dia lindo como o dia o fazia valer como especial. Mas pra mim, foi uma sensação como ao do fim dos dias, do típico musica clássica da vália de estar vivo
Nunca havia sentido sensação tão desconfortante e horripilante na minha vida. Por onde passava, as pessoas riam e apontavam a minha fantasia; onde só me via como "eu mesmo"... E me sentia péssimo e furioso, a veste me penicava, eu suava e xingáva a presença de minha própria existência. Me parti de tanto ódio a minha presença não quísta as outras pessoas, sem que pudessem ver o meu semblante, mas continuando e seguindo as ordens de minha mãe ao reclamar onde podíamos nos falar. Mesmo assim segui.
Foi a primeira vez que senti tamanha sensação de desconforto e ódio, nada comparado a tudo que já havia sofrido como criança ao meu ego. Eu não sou ator e não tenho pretensões de ser menos do que eu sou. Me da angustia e me fogem a presença, só de lembrar, mas sem decoro posso dizer o que tenha me angustiado.
- Não sei se foi depois, ou antes do gato, que pela minha inocência deixou a vida, pelas minhas mãos.
- Acho que deus não entende muito as manobras do homem que o louva, e não reconhece a sua inocência, e o toma como partido de sua natureza as manobras ao seu destino.
- E assim se foi o meu sonho de boa vizinhança.
Ao desdem da vida, minha mãe e eu fomos como reluzentes a presença de seus amigos, a ir para Alto Paraíso, uma cidade de goiás que poderia se mais próspera e tranquila onde seus sonhos pudessem ser garantidos.
Veja bem, isso não significa rancor e desdem pelo caminho que segui, como criança apenas segui, assim como a honra e o respeito que tinha em meu coração, do que já existia.
O resto é de um mundo animal, que toma seu próprio destino a evolução. Onde isso se faz lição do que não faz sentido ao destino de uma criança sadia de beleza e paz reluzente a sua naturalidade, que se desfaz na vida, assim como a realização de seu sonho.
Voltando ao "Bolacha" ("Estrela"). - Era um dia comum e empolgado de final de semana, mas importante do que outros que já haviam passado já estando por lá. Mas importante a nossa liberdade, principalmente aqueles que ainda não havíamos tido com bolacha, apenas com a minha memória voltada a todos aqueles momentos até ali, com a estrela.
Eramos conterrâneos e íamos a uma festa de vizinhos que eram amigos da família.- Pedi a minha mãe que colocasse a coleira no bolacha, "pois poderia ser atropelado". Mas minha mãe insistiu que o caminho era curto, não tinham carros no interior e o caminho era curto e Bolacha poderia ir livre pois já estava bem grandinho.
- Aceitei a idéia, e fui correndo com Bolacha pelo caminho.
Já perto de chegar, fomos surpreendidos e apreensivos o chamamos, mas não ouve esperanças; "Bolacha foi atropelado... e agonizante, sobre nossos olhos ofegou em deixar esta vida.
- Não teve festa, e eu chóro até hoje por isso. Até hoje, assim como temo as escolhas que outras pessoas tem quanto as minhas.
Minha Mãe...
Que apesar de servil e gentil, domina um mundo que não sou o primeiro lugar na vida... até hoje...
Mas aprendo a me limitar disso,,,
E aprendi que assim como o mundo tem algo que me dá direito, também me tira isso, independente da lógica.
É um mundo onde o poder tem o domínio e a razão se faz pela luta. Onde o homem come a carne pra sobreviver.
E deus não mede esfôrços ao seu espaço.
